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Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 15 a 19 anos, Poetas e Poetas
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Histórico
01/03/2005 a 31/03/2005
01/02/2005 a 28/02/2005
01/01/2005 a 31/01/2005
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TEMPERAMENTAL
TEMPERAMENTAL

br.news.yahoo.com/ 040822/25/mhzw.html
TEMPERAMENTAL
O Orvalho discreto É o grcejo que vem cedo O bom dia do sem-teto Seu futuro: Sem inveja O aspecto é densoE vive entre prédios Da cidade de concreto O que inquieta; É a guerra sem decreto Contra um rosto já austero Com mais do que cervejaÉ um teste inerente De um prêmio sem trela Indecente, Sintético Imprudente, Singelo E gritam; "pra frente, É o espetáculo do crescimento" Como descobrimento: Espancamento Extermínio do desalento Capa de jornal:"Corpos na Sargeta" Bandeira de tragédia nacional Que ninguém espera, mais aguenta, Que a grande Capital Sem coração supera e não enfrenta!
Rodrigo Santos Sousa
Escrito por Copyright Mundo em Foco 2005 às 13h44
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...E por que não um dia dos homens?...
...E por que não um dia dos homens?...

...E por que não um dia dos homens?...
Bem que elas...mulheres, que tem seus dotes elogiados a cada ano, poderiam também dedicar um dia para nós...homens...
Poderia ser uma declaração de nossa rudez, dureza, insensibilidade, enfim, o lado concreto das coisas, mas nem isso...
...Já não respeitam mais o homem tanto, isso devido ao trabalho pesado e a paixão pelo perigo, que aliados ao instinto fizeram tantas fêmeas sofrer!...
...Mas, talvez uma simples data, nos faria lembrar através da humildade das fêmeas que elas não só são nosso complemento, mas também a singeleza que nos sustenta, nos dá banho, faz comida, dá a luz que é a nossa vida, que sem ela de qualquer forma é não viver!...
...Mas também queria ganhar chocolates, flores, caminhar em passeatas, ganhar perfumes...
...Tudo bem...
...Vocês sempre vencem...e nos fazem dizer...
FELIZ DIA DAS MULHERES!
Escrito por Copyright Mundo em Foco 2005 às 12h55
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FORUM SOCIAL MUNDIAL
FORUM SOCIAL MUNDIAL

Foram dias em que a
Ordem da vida
Refletiu-se no leito de
Uma nobre narrativa,
Margem cativa,
Sol, muito calor.
Ornada de vento,
Cercada feliz,
Imitando severa
A luta corrida do
Luar em flôr.
Méritos, honras, gritos,
Únicos, sociais,
Nativos, Amigos,
Destemidos! - Fujamos!
Iguais a brisa dispersa,
Até o oriente suspenso
Livres...sim! Libertos...
Escrito por Copyright Mundo em Foco 2005 às 09h22
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PUBLICAÇÃO
Praça Rodrigues de Abreu é publicado em:
www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/03/310495.shtml
Escrito por Rô às 09h08
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UM ( 1 ) SONHO, TALVEZ...
UM ( 1 ) SONHO, TALVEZ...
UM (1) SONHO TALVEZ...
...Sonhei sorrindo, acordei pensando, que tudo seria lindo, talvez estranho...
...Estranhoi foi o sorriso e o acordar sem pre pensando, que talvez pensando,
tudo seria lindo...
...Lindo foi o sonho, sempre tudo meio estranho, pensava, talvez sorria, o que seria?...
...Seria eu acordado, pensando em algo lindo, estranho, ou era tudo um sonho, sorrisos,
sempre, talvez...
...Talvez pensei num sonho, ou estranhei meu lindo sorriso, seria tudo, ou acordei como sempre?...
...Sempre tudo estranho, lindo talvez seria: Acordar num sonho, sorrindo, pensando...
...Pensando que talvez, sorrir fosse acordar, sempre lindo, num sonho estranho, mas não seria tudo...
...Tudo é sem pre um lindo sonho estrnho, pensei: acordar seria talvez sorrir...
...Sorri contudo, sempre pensando que um sonho lindo, talvez estranho seria acordar...
..Acordar seria tudo, sorrir e pensar , que o lindo talvez estranho, sempre fosse um
sonho!...
Rodrigo Santos Sousa
Escrito por Rô às 14h41
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DEPRESSÃO
DEPRESSÃO
Quem te pergunta o que se há,
O que se vê , o que se faz...
Que tens feito ao retrospecto,
Pois preveste inocente mais e mais.
Tu vieste assim tão louca,
sem saber o desespero do que é sem ser.
Despir-se de vida me traz
Vestes de escombro, satisfaz-se de medo,
Emudeçam-se cristais,
Que arranhados revestiram o prisma das amizades más.
Fantasias já infelizes,
Simpatia sem felicidade,
Acorrento-me.
Sonhais...
O que respondes por ser má,
Que és ré sem relutar,
És julgada, não suspeita,
Mas condena ao jamais.
Tu vieste assim tão pouca,
Sim cabes à quimera que não é já sendo.
Suprir-me ferida de um ás,
Reveste-me sombra, enferma-me, bem cedo
Retalham-me por trás.
Que arranhados resistiram a cisma do sangue que vingais.
Iludias-me por minhas crises,
Não sofrias de verdade.Liberto-me.
Morrais...
Rodrigo Santos Sousa
Escrito por Rô às 14h21
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LAMENTO
LAMENTO
Meu choro durou uma noite,
Mas a minha alegria não chegou nessa manhã,
a aurora deu a cara, mas continua o meu açoite,
Já não me sustento com passas, nem conforto-me com maçãs.
Também pudera, meu choro é interno,
Assemelha-se a um detento, um erége num deserto.
A vida de um detento - um inferno,
E o erége ´rocura o oásis mais perto.
Não há correntes em minhas mãos,
Nem estou num calabouço;
Porém, comparo-me à meus irmãos,
E me sinto num poço.
Onde afogado morro de tanta mágoa,
Sinto-me num charco de lodo,
Minha sede é de água,
Água de justiça , que cure comoo um iodo.
Sinto falta de mim,
Foi-se embora a minha garra,
Porque a prova veio assim?
Sinto em mim alguma amarra.
Que ata uma dor no peito,
E quer levar-me ao grito,
E só Deus tem o jeito,
De me deixar manos aflito...
Rodrigo Santos Sousa
Escrito por Rô às 13h56
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FEIRA
F E I R A
Quem lê, soletra, o que espera?
Só letra, que pena, vou à feira!
- Tem pêra?- Lamento.- E a pimenta?- Tempera.
- Óleo sobre tela?- Não, é têmpera e aquarela.
- Qual o tema?- Chuva na primavera.
- E o tempo?- Dinheiro e cheque...
- Tem peixe?- Merluza, a Dúzia, aproveite.
- Pastel?- De carne e Vento, encremento, vinagrete.
- Varie, pizza, Bauru, Palmito, Croquete.
- Frutas?- Manga, Abacate, Ameixa, etc...
- Pipas?- Pretas, brancas e roxas, todas completas.
- Verduras?- Batatas, abóboras, pepinos,
cenouras, algo mais?
- Não, só as tais.
subo ladeira,vou à feira,
sem esforços,vale o bom gosto...
...Economizo no bolso e e screvo uma horta!
Rodrigo Santos Sousa
Escrito por Rô às 13h27
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MANHÃ PÓS NÚPCIAS
Manhã Pós Núpcias
Dia bonito será
Quando pela manhã
Eu te ver desabrochar
Com rostinho de Maçã
Eternamente vou te amar,
Minha esposa, minha irmã
Daí então irei sorrir,
E você vai perceber
Que estarei a te assistir,
Gamdinho em você,
Não irei eu resistir,
Estarei à sua mercê
Nosso café Matinal
Será mais doce que o mel
Não sairá num jornal,
Nem brilhará como o gel
Será simples, norrmal,
tudo novo, até o anel.
A nova vida começa aqui,
Num quarto , numa cama,
Um afeto e logo ví
Que a gente se ama.
Os pássaros cantam, já ouví,
Eu soou o rei, você a dama.
Rodrigo Santos Sousa
Escrito por Rô às 13h11
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VIOLÊNCIA...
VIOLÊNCIA. . .
I
Como em todo o lugar,
Aqui não seria diferente,
O crime corre livremente,
Os corpos tombam ao luar.
II
O homem bebe, sua vida não ama,
Faz o que quer, falem dele o que quiser,
Chegou em casa, matou a mulher,
Com o "outro" na cama.
III
Criar os filhos, um desafio,
Ruas escuras, povo calado
Pra sair e chegar, horário controlado,
Ruas vazias lugar sombrio.
IV
Todo Negro é visto como ladrão,
Mas tem branco envolvido,
E o povo sofrido,
Só vê corrupção.
Rodrigo Santos Sousa
Escrito por Rô às 12h55
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...MAIS VIOLÊNCIA
. . . mais VIOLÊNCIA
V
Tem droga ns escolas,
Pixação e pouco esporte,
Dizem que é culpa da sorte,
Ensinos às esmolas
VI
Violência infantil,
Idosos disscriminados,
Povo marginalizado,
Mortes após o carnaval.
VII
Homicídio em discoteca,
Estupro lá no beco,
Gente dormindo na sargeta,
Bebês no lugar de boneca.
VIII
Violência em preto e branco,
Só filmes antgos, velhos retratos,
De vermelho Abstrato,
Hoje, gritante, só traz morte e pranto!
Rodrigo Santos Sousa
Escrito por Rô às 12h54
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O BARRACO E O MENINO
O BARRACO E O MENINO
O BARRACO E O MENINO
O barraco é de um menino
Sem história, sem destino,
Sem história de menino,
Com destino de barraco.
Construído em uma semana,
É o mais alto da favela,
E o que ninguém espera:
Tudo obra de um menino.
O contraste impulsionou
O projeto do edifício
Mas por falta de "artifício"
É só a primeira parte.
Simpático pelo tamanho,
É a construção mais querida,
Onde o menino ladrão ganha a vida,
Financiado pelo tráfico!
Rodrigo Santos Sousa
Escrito por Rô às 12h02
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ÀS VEZES
Às vezes penso que não sei pensar
vejo o que não quero ver
falo sem falar
ando sem me mexer
Às vezes sonho sem ter sonhado
vivo sem estar presente
adianto meu passado
sou fruto futuramente
Às vezes me coordeno sem dono
caminho sem destino
durmo sem sono
envelheço menino
Às vezes faço o bem usando o mal
vou no inferno pra ser santo
sou um estrangeiro nacional
me exponho bem no canto
Às vezes escrevo sem palavras
Odeio com Amor
O perdido se salva
Grito sem dor
Às vezes passeio sem sair
O sal vira mel
meio morto, vivo aqui
Querendo estar no céu.
Rodrigo Santos Sousa
Categoria: POEMAS
Escrito por Rô às 12h33
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MEU POVO
MEU POVO
O meu povo vai do incomum ao comum! O meu povo sabe usar a língua de diversas formas: Da maneira acentuada à maneira distinta; Do linguajar carioca que enriquece frases com X, trocando-os pelo S, Até o sotaque nordestino que restringe sílabas finais, E incorpora interjeições engraçadas ao seu vocabulário-nordeste, O meu povo é hilário, "encaixa-se", porque "por trás da cortina", Há laços de amizade; O meu povo é amigo, se comove, coopera, surpreende, se supera. Mesmo com sotaques e ressonâncias linguísticas diferentes, O meu povo se entende e espera. O meu povo é esperançoso, perseverante, ansioso, consoante. O meu povo é brasileiro, e no ensino da vida, na escola mundo, Formamos uma sala inteira, Que aprendeu que o verbo lutar, não é mais transitivo indireto, E sim verbo de ligação!
Rodrigo Santos Sousa
Escrito por Rô às 03h56
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ANDARILHO DO TIETÊ
ANDARILHO DO TIETÊ
Saí de casa imaginando A margem magra, o leito grande, Como adorno: Ruas, estradas, viadutos, pontes. Corri de mim,dei lugar ao pranto,o luar: Meu Manto Ando, Sento, Canto, Choro, Grito, sigo tonto, Paro. Neste mundo dissoluto Que me bate, maltrata, deixa-me carente, Vejo placas maiores que as do dente, Meu companheiro,não-transparente, Obstante do competente, Triste símbolo de sampa, Que não cabe numa estampa, Mas limita-se a um mapa, Caminhei alucinado, vi bromélias, céu estrelado, E um bebê do outro lado numa cesta a chorar, Ouvi buzinas, estava dopado, Flechas da desilusão haviam me atavessado, Tormentas da paixão me levaram ao outro lado, A olhar vi um carro num barranco a capotar, Sua cor era a do luto, Que paralelo ao meu reduto, Resolveu ir passear. O bebê era um emergente De um sonho do passado, Uma promessa na minha mente, Que minha boemia sonolenta transformava em realidade Um espasmo fez-me enxergar
Um arco-íris noturno Quis chegar ao outro lado Pra fugir do meu novo passado Onde pessoas se afogavam. Lá em baixo via vultos, Salvamentos triunfantes, Ouvi vozes bem distantes, A clamar gritei costante: "Me perdoe minha gente, Mas quis ser como pedra reluzente, Que furtada de repente,
faz falta até no céu
E de cima do aqueduto Que estreitava o meu corpo, Borbulhava em mim o fel, Descobri apavorado, Que no fim de um lindo espectro Não há um pote de mel. Desfrutei mais um soluço, Mergulhei num salto escuro E respirei bem profundo Pra recitar meu último verso: "Agora que estamos sozinhos, Dou um abraço na morte, E te digo bem baixinho: Tietê tenha mais sorte!"
Rodrigo Santos Sousa
Escrito por Rô às 03h55
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